Apesar do nome, a grande maioria dos pacientes que chega ao consultório com "cotovelo de tenista" nunca pegou em uma raquete. A epicondilite lateral — nome técnico da condição — ganhou esse apelido porque foi descrita inicialmente em jogadores de tênis, mas na prática ela é muito mais comum entre pessoas que fazem movimentos repetitivos com a mão e o punho no dia a dia de trabalho.

O que é a epicondilite lateral

No lado externo do cotovelo (o epicôndilo lateral) se inserem os tendões dos músculos responsáveis por estender o punho e os dedos. Quando esses tendões são sobrecarregados de forma repetida, sofrem microlesões que, com o tempo, geram um processo degenerativo — mais parecido com um "desgaste" do tendão do que uma inflamação clássica, embora o termo "-ite" sugira inflamação.

Causas além do tênis

Na prática clínica, as causas mais comuns que vejo não têm relação nenhuma com esportes de raquete:

Sintomas mais comuns

Como é feito o tratamento

O tratamento da epicondilite lateral é conservador na grande maioria dos casos, e costuma envolver:

Por que a recuperação costuma ser mais lenta: como o processo é mais degenerativo do que inflamatório, a resposta ao tratamento é gradual — geralmente algumas semanas a poucos meses de melhora progressiva. Interromper o tratamento cedo demais é uma das principais causas de recaída.

Casos que não respondem ao tratamento conservador bem conduzido após alguns meses podem se beneficiar de procedimentos adicionais, e a cirurgia é reservada para uma minoria de casos mais persistentes. O acompanhamento com um ortopedista ajuda a identificar precisamente a causa da sobrecarga e a corrigir o que está perpetuando o problema — não adianta tratar a dor sem ajustar o gesto que a está causando.

Dor persistente do lado de fora do cotovelo?

Identificar a causa da sobrecarga é o primeiro passo para um tratamento eficaz.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um ortopedista.